Entrevista com Dr. Neury Botega

Categoria: Educação Eventos

No dia 12 de março, o Colégio Koelle recebeu a visita do Dr. Neury Botega, médico psiquiatra. Em sua palestra, abordou questões relacionadas à definição de personalidade, aos sintomas da depressão e da tristeza profunda. O espaço aberto para perguntas nos proporcionou um maior detalhamento sobre essas questões.

 

KK: Atualmente quantos brasileiros sofrem de depressão? Uma média?

Neury Botega: Nós podemos dar um número estimado que responde a sua pergunta, mas não o total de brasileiros. Ao longo da vida, de cada 6 pessoas, 1 terá depressão, o que representa aproximadamente 16% da população.

 

KK: Existe alguma relação entre o egoísmo e a depressão?

Neury Botega: Uma pessoa egoísta tende a ter vínculos sociais afetivos mais precários, pois ela pensa muito nela, isso acaba levando a um isolamento. Ela pode até estar rodeada de pessoas, mas sempre será a mais isolada, isso sim pode ocasionar a tristeza e a depressão.

 

KK: O que desencadeia os sentimentos que geram a depressão, e como podemos controlá-los?

Neury Botega: Se passamos uma temporada muito tristes, percebemos que não estamos bem; muitas vezes substâncias que geram a mudança de comportamento químico do cérebro podem desencadear a depressão, principalmente bebidas alcoólicas e outras drogas psicoativas. Nessas situações é importante pedir ajuda, e conseguir se abrir com uma pessoa em quem confia. Esse é um primeiro passo para se evitar a depressão. É preciso buscar ajuda médica se você está há vários dias para baixo, sem ter vontade de fazer nada, se sentindo indisposto, mesmo para fazer aquelas coisas que você sempre gostou. Uma outra maneira interessante de se prevenir da depressão é fazer um exercício físico, de preferência aeróbico.

 

KK: Existe alguma maneira alternativa que ajude a pessoa a sair da depressão sem remédios a longo prazo?

Neury Botega: Quando a depressão é mais leve, uma psicoterapia, com um bom profissional, pode ajudar a pessoa a sair da depressão sem o uso de medicamento. Já para casos mais graves, o uso de antidepressivos é imprescindível.

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